por Geli Ramos
As garotas do meu novo emprego me pediram para que eu não deixasse que zoassem comigo por uma das meninas me apelidarem de “ Wiskhas Sache”.
Portanto existe o velho ditado: “como gostar do fulano se o fulano não gosta de si mesmo”, ou seja, como vou impedir que me zoem se eu mesma me detono?
Hoje eu cheguei com a novidade do dia: A chave do carro e a chave do portão da minha casa em Ubatuba vieram no meu bolso para São Paulo! O ser humano aqui (serei eu um ser humano mesmo?) merece ou não ser zoado? Pois assim foi!
Acorda este ser às 4:30 da manhã e se troca para viajar. Vou com a coelha (que há seis meses não sabemos se é macho ou fêmea) no colo para a figura não fugir pelo quintal e abro o portão. Despedi-me da família e minha mãe resolveu trancar a porta. Informei que a chave estava na mesa (e repeti) e parti. Ia pegar o MP3 no bolso da blusa, mas desisti.
Cheguei à rodoviária, fiz todo o procedimento básico e ao sentar-me, ao invés de ouvir musica como sempre faço, resolvi dormir. Mudei de idéia na subida da serra de Caraguatatuba, quando a surpresa chegou: as chaves dormiam tranquilamente no bolso da blusa deste quase alienígena!
Para piorar meu celular estava em São Paulo e a única maneira de avisar minha família imediatamente era pelo celular do vizinho… mas tanto o da frente quanto o do lado estavam dormindo.
E se minha Irmã precisasse do carro na parte da manhã? Entrei em pânico! ( Sim, pois foi-se o tempo em que eu não era desesperada!). Nisso já estávamos em Paraíbuna e pedi o celular do vizinho depois de acordá-lo.
“Simpaticamente” ele emprestou-me portanto ninguém em casa atendeu. Tentei acalmar meu pânico às sete da manhã e nem ouvir música eu conseguia! (E toda tentativa para parar o pânico foi válida: respira, relaxa, relaxa, respira!!!!!!! Respira e pensa em azul, em rosa… hein? Socoooorroooo!)… consegui dormir! ( Êhhh)!
O vizinho acordou-me avisando de que estávamos no Terminal Rodoviário Tietê. Consegui negociar com o motorista para que ele levasse a chave, porem, mais uma tentativa telefônica para combinarmos o horário a pegar a chave… e nada!
Deixei para lá…
A saída era o Sedex 10, torrando o resto do dinheiro que eu tinha para passar a semana comprando comida (vida de pobre é uma merda). Por volta de 10:15 consegui contar a Saga para minha mãe e por sorte, havia uma chave reserva. Quanto à chave do portão, combinar de ser tirada uma cópia. Ou seja, muito pânico para rápida resolução!!!
E por 15 dias, as chaves ficarão guardadas tirando férias!
